Um texto do tamanho do meu amor por teatro
(eu sou a garota cortada ali no canto esquerdo, de chapinha, salto alto e vestido de lantejoula. juro.) Gostaria muito de conseguir falar com coerência sobre minha experiência favorita da vida, mas a verdade é que já tem algum tempo desde 2011 e a adrenalina (e a tal da quarta parede) deixou meu cérebro num blur que eu não me lembro das coisas acontecidas no palco, só lembro da concentração na coxia e do êxtase no fim. Eu realmente não lembro de algo específico durante a peça em si, eu só me lembro de me sentir totalmente eu mesma. O que é bastante irônico, considerando que eu não estava sendo eu mesma. Dã. Depois dessa cena retratada na foto, nós tínhamos um blackout para trocar personagens no palco. A peça toda tinha vários desses e em todo blackout, a plateia estourava em palmas. E, aquilo ali, a sensação de ouvir palmas com adrenalina de palco correndo nas veias, aquilo era o que eu queria pro resto da vida. É o que eu sempre quis desde a quarta série, quando minha professo...