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Vi - a - jar (aka 50 destinos de karla)

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Procurar por blogs e vlogs e livros e informações sobre isso virou uma espécie de sadomasoquismo (50 destinos de karla). Há tanto no mundo pra se ver, pra se sentir... E é engraçado (será mesmo?) essa ânsia de viajar e ver, porque eu sou da maior metrópole do Brasil, eu vejo galera conversando em outra língua todos os dias. Mas eu me sinto assim. Louca pra tirar uma foto do fluxo de pessoas na Times Square, dos letreiros dos teatros na Broadway, da vista do topo da London Eye, ou mesmo de um dos bondinhos do Rio. Eu quero sofrer pra entender os portugueses falando a minha língua, e os espanhóis falando a deles. Quero comer sushi de verdade pra ver se é bom como os brasileiros, e descobrir que o tal dos fofíssimos macarons parisienses nem são tão bons assim (devem ser sensacionais, mas vai que sejam só fachada, que nem cupcake). Quero ficar com medo de mergulhar em Fernando de Noronha, e me jogar de cabeça nas praias australianas. Quero tanto, mas taaaaaaaaaaaaaaaaaanto viajar. ...

Não sei que título colocar nesse post.

Descobri que não sei de nada. Não sei o que falta na minha vida, não sei o que tem demais, não sei por que quero chorar sempre que leio um dos posts mais pessoais do blog da Bruna (não vou colocar link, ela não precisa disso). Não sei o que é que me incomoda. E não saber me incomoda também. Me sinto completamente perdida. E quando digo isso, falo sobre a vida em geral, nem é só sobre o futuro. Eu não sei por porque estou mal 80% dos meus dias. Nada dói. Tudo dói. Tá tudo uma bosta, mas por que é que tá tudo uma bosta? Eu não sei, detesto não saber, não consigo encontrar um jeito de saber. Esse lance de não saber é meio novo pra mim. E eu não sei como lidar com isso. Do que é que eu tenho medo? O que quero fazer? Por que me sinto assim? São tantas perguntas sem uma resposta conhecida. Tá tudo tão.... errado... Mas, de novo, tudo o quê? Eu não tenho o direito de reclamar (ou clamar) por nada. Aliás, com clamar por alguma coisa que eu não sei o que é? Será que as coisas melhor...

tempo, tempo, tempo, tempo...

Lembro de correr contra o tempo. Lembro de, inclusive, escrever um post (provavelmente num blog excluído) sobre isso. Agora eu estou querendo empurrar o tempo pra frente. Tic. Tac. Quero que tudo aconteça logo, agora. Cansei de esperar. Não sei se isso é alguma característica adolescente ou da adolescente aqui, mas não estou com vontade de esperar por nada. Nem pelo ônibus, nem pela nota da prova, nem pelo vestibular, nem pelo fim do ano. Boatos de que minha vida vai virar de cabeça pra baixo no próximo ano e essa ansiedade de esperar até lá tá me matando. Cadê o controle do Morty quando se precisa dele? Tic. Tac. Passei muito tempo não querendo crescer e virar adulta e (alguns diriam "até que enfim") tudo o que eu quero agora é crescer, aparecer, fazer minha vida e ser completamente independente. E, pela primeira vez desde que comecei a pensar pra valer no futuro, o tempo parece se arrastar. Um dia atrás do outro. E nas segundas-feiras eu já cansei da semana ("...
Na pior semana do mês, tudo o que eu queria era me manter dentro de um moletom escrito "I enjoy being a girl", quando isso era exatamente o oposto do que eu estava sentindo.
Eu não sou igual a nenhuma outra garota. Eu sou completamente diferente de todas elas. E eu gosto disso.

viva la vida

Livros. Fotos. YouTube. Internet. Halloween na Wizard. Dia da Água no Einstein. Sorvete de flocos. Chorar em filmes. O fone de ouvido do meu pai. O canal da Christine no YouTube . Meus grupos no Facebook. Ganhar sorteios da blogosfera literária. New Girl. Paramore. Marca-páginas. Livros de romance adolescente. Abraços que me fazem fechar os olhos e sorrir. Escrever. Jogar paciência no celular do meu pai. Aulas com meu professor de química. Ter certeza. Ficar sozinha em casa. NUPE . Passar na frente da minha estante de livros e parar para admirá-la por alguns minutos. Macarrão com muito molho. Miojo com pouco caldo. Chinelo de dedo. Banhos quentes. Tirar nota máxima nas provas. Andar de bicicleta. Cantar Demi Lovato bem alto. Bibliotecas, sebos e livrarias. Os dias em que meu cabelo está perfeito. Parques. Salada de frutas. Cheiro de café. Canela. Chuvas de verão. As apresentações de balé da minha prima. Sair com a minha melhor amiga. Nyah! . Milkshake de Ovomaltine. Saber inglês. A...

2013 e 2013 de novo (aka Ansiedade à flor da pele)

Insisto na infantilidade de achar que a vida vai mudar completamente só porque o ano virou. Estou esperando loucamente pelo fim do ano como se trocar o 3 pra 4 no fim da data fosse mudar a forma como eu penso e vejo o mundo. Ano-novo é minha comemoração favorita porque eu sempre sinto a esperança de que, se a Terra deu uma volta inteira sem a ajuda de ninguém, minha vida pode girar sem a ajuda de ninguém também. Tudo bem que esse ano é diferente, porque um ciclo da minha vida se fecha agora, mas é tudo a mesma coisa. Sempre foi, sempre vai ser . O que vai mudar é que eu vou ter que escolher pra onde ir a partir de então, já que a escola é obrigatória, mas daí pra frente nada é. Talvez essa seja a parte que me dá medo. Eu só preciso de uma desculpa pra começar tudo do começo, limpar o guarda-roupa da personalidade e a livraria da cabeça, tirar o excesso de stress da mente e de ansiedade da pele. E o fim da escola pode ser a oportunidade perfeita. É provável que nada mude, apesar diss...