Eu não tenho medo de morrer. Sério. Eu tenho medo é de morrer sem ter feito tudo o que eu queria fazer. Existe uma lista tão grande de coisas que eu ainda não fiz. O povo que anda comigo reclama demais, e que eu só tenho 16 anos, e que eu vou viver muito ainda... mas eu já me sinto tão... drenada agora. Eu rezo pelos fins de semana como quem espera férias depois de seis meses de trabalho sem folga. Estou morrendo de cansaço, sem vontade de fazer nada e eu nem fiz metade das coisas que eu queria fazer. Na verdade, não chega a um décimo de tudo o que eu quero fazer antes de morrer. Sei lá... tem coisas que eu nem sei que quero fazer ainda. Eu tenho muito pra viver. E a ideia de morrer sem ter passado por todas as experiências possíveis me assusta. E muito.
(Antes de qualquer coisa, o objetivo desse texto é só tentar entender a conjuntura da minha vida. Não estou me gabando, não estou desmerecendo ninguém, nem defendendo meritocracia e muito menos tive a intenção de reclamar de barriga cheia e/ou me fazer de vítima enquanto externalizava esses pensamentos. Nenhum post desse blog tem nenhum outro objetivo além da simples reflexão sobre o assunto, sem conclusões nenhuma. Esse não é diferente.) Por que decidiram que subir uma escada é a grande imagem do sucesso, gente? Eu sempre tenho que me lembrar que meritocracia não existe. Porque esse é um conceito tão prático, óbvio e internalizado na minha família, que eu tenho que me policiar pra não soltar um discursinho babaca do "não fez porque não quis". Perdoa. Mas velhos hábitos demoram a morrer. E quando te usam de argumento pra comprovar a existência do lindo mundo meritocrático, fica mais difícil ainda escapar da onda. Porque, sim, meus pais saíram do meio de nada e,...
Nos conhecemos em 2009. Quer dizer, eu ouvi falar dela pela primeira vez em 2009. Maggie Stiefvater provavelmente já me conhecia antes disso. Se você abrir meu diário de 2009, a possibilidade de você encontrar alguma página escrito "quero ler Calafrio" é bem alta. Nessa época, eu tinha acabado de ler Crepúsculo, tinha encontrado o maravilhoso mundo dos blogs literários (que desencadeou uma série de blogs falidos escritos por mim) e, mais especificamente, o blog da Karina (acho que falarei sobre ela em algum post em algum futuro) que escreveu uma resenha apaixonada sobre a experiência de ler Calafrio, o primeiro livro publicado por Maggie Stiefvater no Brasil até então. Karina tirou o blog do ar e não posso compartilhar o texto com vocês, mas foi um negócio bom o suficiente pra, até hoje, eu ainda lembrar da sensação de "ai que fofo quero muito ler também que gracinha" que senti ao ouvir falar pela primeira vez de Calafrio. Era como se eu já soubesse ali, pelas...
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